Detecção inteligente
de patologias em vias com
Trimble MX60 e Trimble Business Center
<p>Metodologia integrada para captura,</p>
<p>georreferenciamento, processamento,</p>
<p>análise de pavimentos, geração de</p>
<p>indicadores e suporte à decisão</p>
<p>em manutenção rodoviária.</p>

Metodologia integrada para captura,

georreferenciamento, processamento,

análise de pavimentos, geração de

indicadores e suporte à decisão

em manutenção rodoviária.

A conservação da infraestrutura viária depende cada vez mais da capacidade de identificar, localizar, medir e acompanhar patologias ao longo do tempo. Trincas, fissuras, buracos, deformações e afundamentos precisam deixar de ser apenas registros visuais para se tornarem informações georreferenciadas, mensuráveis e comparáveis.

O Trimble MX60 é uma avançada solução de Mobile Mapping, capaz de capturar nuvens de pontos com até 2 milhões de pontos por segundo e imagens imersivas, com até 86 MP em 360°, combinando tecnologias LiDAR, câmeras de alta resolução, posicionamento GNSS, sistema inercial e DMI de alta precisão em uma única plataforma.

Um dos seus grandes diferenciais é a integração com a tecnologia Trimble RTX, uma solução exclusiva para esse tipo de sistema de Mobile Mapping, que possibilita simplificar significativamente o fluxo de posicionamento. Dessa forma, é possível reduzir, ou, dependendo das condições e requisitos do projeto, até eliminar a necessidade de equipes adicionais em campo para a coleta de dados GNSS destinados ao pós-processamento da trajetória.

O resultado é um fluxo de trabalho mais ágil, com menor complexidade operacional, redução de custos de campo e maior produtividade na captura de dados geoespaciais, sem abrir mão da precisão necessária para aplicações de engenharia, infraestrutura e gestão de ativos.

No ambiente de escritório, o módulo Mobile Mapping do Trimble Business Center permite processar trajetórias, registrar e classificar nuvens de pontos, trabalhar com imagens e estruturas entregáveis para engenharia, GIS, inspeção de pavimentos e gestão de ativos, além de permitir a integração de dados de outros equipamentos como imagens de Drones, dados de SLAMs, Estações Totais, Laser Scanner estáticos, dentre outros.

O desafio: conhecer a real condição da via

A inspeção convencional de pavimentos costuma envolver equipes em campo, registros manuais, fotografias, medições pontuais e consolidação posterior das informações. Esse modelo pode demandar muita mão de obra, expor equipes ao tráfego, limitar a produtividade em corredores extensos e dificultar a padronização dos relatórios.

  • Onde exatamente está a patologia?
  • Qual é sua dimensão, área, comprimento ou volume?
  • Qual é a severidade da ocorrência?
  • Como essa condição evolui ao longo do tempo?
  • Qual é o impacto da patologia na condição geral do pavimento?

Trimble MX60: capturando a realidade em movimento

Como já dito, o Trimble MX60 é uma solução de mobile mapping voltada à captura produtiva de dados geoespaciais.

Flexivel e dinamico, podendo ser instalado em Instalado em vários tipos de veículos como Carros, caminhonetes, Barcos, Trens, quadriciclos, o sistema combina LiDAR, câmeras, GNSS, sistema Inercial e DMI para registrar a superfície da via e o ambiente ao redor com alta densidade de dados.

O resultado é uma representação digital contínua do corredor rodoviário: não apenas pontos isolados, mas uma base rica para análise, medição, inspeção e geração de produtos técnicos

Da nuvem de pontos à detecção de patologias

Com o Trimble Business Center, os dados capturados pelo MX60 podem ser processados e utilizados para análise de condições da infraestrutura viária, incluindo Sulcos, Costela de vaca, depressão, Saliências, Valetas, trincas interligadas, fissuras, rachaduras lineares, buracos, afundamentos, deformações, desgaste superficial e outras anomalias identificáveis no pavimento.

Cada ocorrência pode ser tratada como um objeto georreferenciado dentro do projeto, associado a coordenadas, área, comprimento, diâmetro, profundidade / altura da patologia.

Arquitetura técnica do fluxo de trabalho

O fluxo técnico pode ser dividido em: planejamento, coleta dos dados de campo, processamento dos dados da Nuvem, sistema Inercial, DMI e GNSS, Classificação da Nuvem, Análise da qualidade do Pavimento com PCI e IRI, além da geração de relatórios técnicos. Cada etapa influencia diretamente a confiabilidade das medições e a qualidade dos indicadores utilizados para decisão.

Planejamento da aquisição

Antes da campanha, é necessário definir o corredor de levantamento, velocidade operacional, faixas a serem percorridas, sistema de referência, condições de tráfego, horários de menor interferência e critérios de qualidade. Também é recomendável estabelecer quais produtos serão entregues: inventário de patologias, base de imagens, nuvem de pontos, relatórios por segmento, camadas GIS, medições geométricas, indicadores PCI e análises relacionadas ao IRI.

Controle da qualidade dos dados Levantados

Para que a inspeção digital tenha alta qualidade, os dados precisam ser levantados avaliando a precisão GNSS da trajetória, cobertura da nuvem de pontos e a densidade de pontos sobre o pavimento, consistência entre as passadas (caso necessário mais de uma) e a nitidez das imagens.

Em ambientes urbanos, túneis, áreas arborizadas ou trechos com obstruções GNSS, o uso do DMI e do Sistema Inercial Trimble, que não necessita de calibrações em campo, é essencial para um produto de qualidade.

Da patologia ao objeto georreferenciado

Em um fluxo digital, cada defeito identificado pode ser tratado como um objeto com atributos próprios. Uma trinca deixa de ser apenas uma observação em campo e passa a ter geometria, coordenadas, trecho, faixa, extensão, área, severidade, imagem associada, data de inspeção e vínculo com uma campanha específica. Essa estrutura permite comparar campanhas futuras, calcular evolução de danos e priorizar intervenções com base em dados.

Integração com PCI e IRI

O PCI é utilizado como indicador numérico da condição superficial do pavimento, considerando tipos de defeitos, severidade e extensão observada. Ele oferece uma base objetiva para priorização de manutenção e reparo. O IRI, por sua vez, representa a irregularidade longitudinal do pavimento e está associado à qualidade de rolamento, conforto, desempenho funcional e custos operacionais. A combinação dos dois indicadores ajuda a diferenciar problemas estruturais, funcionais e superficiais.

Entregáveis técnicos

  • Nuvem de pontos georreferenciada e classificada.
  • Imagens panorâmicas ou direcionais associadas à trajetória.
  • Mapa de patologias por trecho, faixa e segmento.
  • Relatório de defeitos com coordenadas, dimensões e severidade.
  • Camadas GIS para integração com sistemas de gestão de ativos.
  • Resumo executivo para priorização de manutenção.

Dados com qualidade sem retornar ao campo

Depois de realizar a captura dos dados de campo, a equipe pode realizar as medições diretamente no ambiente digital: distâncias, áreas, dimensões, perfis, diferenças de elevação, deformações e coordenadas. Isso reduz / elimina a necessidade de novas visitas a campo para medições complementares e permite que diferentes departamentos trabalhem a partir da mesma base de dados.

Relatórios: transformando dados em decisões

PCI e IRI: duas leituras complementares da rodovia

O PCI (Pavement Condition Index) ajuda a representar a condição do pavimento a partir da identificação, classificação, quantidade, extensão e severidade dos defeitos. Já o IRI (International Roughness Index) está relacionado à irregularidade longitudinal da superfície e à qualidade funcional percebida ao longo da via.

O grande diferencial: uma plataforma integrada

  1. Captura: Trimble MX60 registra nuvem de pontos e imagens ao longo do corredor.
  2. Posicionamento: GNSS, PPK ou Trimble RTX, Sistema Inercial e DMI apoiam a trajetória e o georreferenciamento.
  3. Processamento: Trimble Business Center organiza, ajusta e prepara os dados.
  4. Análise: patologias, geometria, imagens e nuvem de pontos se transformam em informação técnica.
  5. Indicadores: PCI, IRI, medições, áreas e volumes alimentam a priorização.
  6. Relatórios: GIS, engenharia, manutenção e gestão de ativos recebem dados estruturados.

Uma única captura, múltiplas aplicações

O levantamento realizado para avaliação do pavimento também pode apoiar gestão de ativos, segurança viária, análise de faixas de domínio, engenharia, digital twins e planejamento de manutenção. O valor não está apenas nos dados capturados hoje, mas nas perguntas que poderão ser respondidas amanhã sem retornar ao campo.

Da inspeção reativa à gestão preditiva

Ao repetir campanhas, torna-se possível comparar a evolução das patologias, identificar aumento de área ou severidade e transformar o levantamento em uma ferramenta de monitoramento contínuo da infraestrutura.

Conclusão

A gestão moderna de rodovias exige uma representação digital precisa, atualizada e mensurável da infraestrutura. Com o Trimble MX60, é possível capturar as informações da rodovia de forma rápida e abrangente. Com o Trimble Business Center, esses dados podem ser transformados em informações geoespaciais para apoiar identificação, localização, quantificação e priorização de patologias.

A próxima evolução da manutenção rodoviária não será apenas digital. Será baseada em dados.

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